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Nesta quarta-feira (30), o presidente Jair Bolsonaro acionou a Procuradoria-Geral da República solicitando o bloqueio do fundo partidário do PSL, partido do qual faz parte. Além disso, ele pede que o presidente do partido, deputado Luciano Bivar (PE), seja afastado do cargo.

No mesmo pedido, Bolsonaro também solicitou a abertura de uma investigação para a “apuração dos indícios de ilegalidades” na movimentação do dinheiro que é repassado à legenda pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Bolsonaro trava um duelo com Bivar pelo controle do PSL

Ao se referir a Bivar, o presidente já disse que o deputado “está queimado para caramba” no seu Estado. No centro da disputa, um quinhão de R$ 110 milhões, valor do Fundo Partidário previsto para o PSL só neste ano.

No dia 11 de outubro, Bolsonaro pediu a Bivar uma relação completa de fontes de receitas, despesas e funcionários, além da descrição das atividades dos dirigentes partidários custeadas pela própria legenda. O objetivo era usar os documentos, que devem ser apresentados em um prazo de cinco dias, para promover uma auditoria independente.

Segundo Bolsonaro e os parlamentares, o partido entregou uma “resposta dissimulada”, sem o fornecimento completo de informações e documentos básicos sobre o exercício financeiro de 2019, mas limitando-se a indicar links na internet sobre as prestações de contas encaminhadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A solicitação foi enviada pelo presidente em um momento em que a disputa interna no PSL ultrapassa a esfera partidária. As duas alas da sigla partem para uma ofensiva na Justiça pelo controle da legenda e do fundo partidário. Até o final de 2019, o valor pode chegar a R$ 110 milhões.

*(Com informações da revista Exame)